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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A lenda da Cigana do Pandeiro

Cigana do Pandeiro

Num reino da Idade Antiga havia uma jovem chamada Márcia, que curava as pessoas doentes através de seus poderes paranormais e de fórmulas mágicas. Por isto o povo apelidou a moça de bruxa.
Um certo dia, o príncipe Felipe ficou muito doente. Então o rei mandou chamar Márcia. Esta garota ao colocar os olhos em Felipe se apaixonou por ele e tirou sua enfermidade através de feitiços.
Uma semana depois o príncipe casou-se com sua amada Amanda. Assim, Márcia ficou enfurecida e jogou uma praga:
- A partir da data deste matrimônio, nesta vila não haverá mais Sol e muito menos arco-íris. Aqui só existirão chuvas e tempo nublado para todo o sempre.
Desta maneira o tempo fechou e permaneceu assim por muitos anos.
Um belo dia, uma caravana de ciganos aproximou-se daquele reino e montou acampamento lá. Logo estranharam o mau tempo, mas pensaram que se tratava de uma chuva passageira. Naquela mesma tarde eles desfilaram pelas ruas da vila trazendo muita alegria, dança, canto e harmonia.
O príncipe, que olhava tudo pela janela, convidou os ciganos para se apresentarem no castelo. Desta maneira, estes artistas deram um espetáculo no palácio durante a noite. Após o show, a cigana chamada Sol aproximou-se da princesa Amanda e comentou:
- Seu reino é muito bonito, pena que este clima nublado parece ser eterno.
Então a nobre comentou:
- O problema é que este clima é, realmente, eterno por causa de uma praga que uma feiticeira lançou. Diz a lenda que só uma mulher estrangeira e virgem pode libertar a nossa terra das tempestades eternas se ela tocar um instrumento mágico feito de um animal que é manso de dia mas que, nas Luas Cheias, pode ser feroz.
Ao escutar isto, Sol tentou tocar todos os instrumentos que o seu povo tinha: violino, gaita, lira e tambor. Porém nada fez efeito.
Assim, a moça se despediu dos nobres e voltou ao seu acampamento. Então ela orou:
- Santa Sara, por favor, me dê uma luz!
Naquele momento Michel, o avó de Sol, estava sentado numa banqueta em frente à tenda. Quando, de repente, uma cabra saiu correndo em direção ao idoso.
A jovem cigana, ao perceber isto, pegou uma lança que estava ao seu lado e lançou em direção ao animal furioso, que morreu na hora. Ao se aproximar do bicho morto, ela achou um aro de metal caído no chão. Naquele instante a moça teve uma idéia:
- Farei um instrumento musical com o couro desta cabra, com este aro de metal e com as platinelas que estão na minha tenda.
Esta jovem passou a madrugada inteira fazendo um pandeiro com o material achado. Deste jeito, quando chegou às dez da manhã, o instrumento já estava pronto e ela resolveu tocá-lo no meio da tempestade.
De repente, a chuva parou, o Sol se abriu e um enorme arco-íris surgiu no céu. Alguns minutos depois as cores do arco-íris vieram em direção ao seu pandeiro e viraram fitas dentro dos buracos deste instrumento.
A princesa Amanda e o príncipe Felipe, que viram tudo pela janela, ficaram tão contentes com o fato que presentearam os ciganos com um baú cheio de tesouros.
Assim surgiu a lenda da Cigana do Pandeiro. E daí que vem o costume de enfeitarmos o pandeiro com as fitas coloridas. E lembrando que cada cor tem sua simbologia e seu significado.


Fonte: https://www.facebook.com/AlquimiaCigana

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A energia da dança cigana

A Energia da Dança Cigana
A postura imponente dos ciganos ao dançar mostra como eles enfrentam a vida e orgulham-se do que são. A cigana tem um lugar especial na dança, em muitas tribos ela garante o sustento dos seus com a sua arte, elas atraem a boa sorte para o grupo e a família...Com a cabeça levantada demonstra o poder de sua raça, o bater dos pés na terra clama a força desse elemento para b
ailar, as mãos para o alto pedem licença para exaltar a natureza, com a força feminina entrega-se ao ritual da dança e banha de beleza e mistério o espetáculo cigano. O barulho das moedas e pedras também tocam música no ritmo do rodopiar da cigana, as palmas e ralhos a envolvem e alimentam sua arte, que em forma de oração saúda os presentes na comunhão do sagrado e da alegria.
O cigano com seu ritmo forte e elegante atrai a atenção do grupo, é dele a responsabilidade da proteção, das aberturas dos caminhos de seu povo por estradas desconhecidas; no sapateado a busca da força e coragem; as mãos ao céu agradecem e recebem um sol de esperança; a força masculina se mostra e também reverencia a natureza.
Nos passos da vida, encontramos a Dança Cigana, envolvente e transformadora como o fogo; um coração pulsante no ritmo do vento; sábia e reveladora como o ar, de braços abertos buscando envolver um mundo inteiro; forte e poderosa como a terra; cristalina e mutável como a água, sem medo de demonstrar o amor à família, a eterna tristeza de tantas dores desnecessárias, o encantador sorriso da crença de um amanhã melhor, o brilho de lágrimas nos olhos profundos; um rito sagrado saudando a natureza que nos deu a vida.
Assim, nos contagiantes volteios dança-se aos pares, no ritmo do amor cigano troca-se forças, experiências, existências, finalmente completos na comunhão da vida. As crianças, continuação de nossos sonhos, e os velhos, detentores da sabedoria, tem lugar na roda e com o mesmo respeito são apreciados por tudo que são e serão.
Vamos palmear e nos entregar ao bailar gitano de nossos corações, no ritmo que a vida pedir vamos juntar as mãos e deixar que o som guie nosso corpo por novos caminhos; no ritmo sagrado da Dança Cigana fazer da liberdade de sonhar e realizar uma oração, uma dança única onde nos revitalizamos e descobrimos nossas forças e talentos para seguir sempre em frente, como fizeram e fazem os ciganos.
É importante lembrar que quando a dança for masculina, somente homens participam, denotando firmeza, alegria, altivez e muito preparo físico, devendo então as mulheres acompanhá-los em roda, batendo palmas ao seu redor, salvo quando a dança for em conjunto e geral.

Fonte: http://www.alemdamagia.com/

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Dança Cigana com Punhal


Elementos ar e terra. 
Significa lutas, disputas, fúria e pode simbolizar a limpeza do ambiente e do corpo. Representa o corte, a força e a limpeza. O punhal representa a vontade de vencer, simboliza disposição para enfrentar o inimigo. É associado à honra, vitória e superação dos obstáculos. O punhal da cigana, sempre tem fitas coloridas e pedras. A dança pode ser executada sozinha ou com várias mulheres. Ele nunca é tirado de lugar nenhum, a dança inicia com o punhal na mão, isso porque as ciganas guardam o punhal preso na perna, na altura da coxa, e durante a dança não é possível tirá-lo dali, uma vez que as ciganas não mostram as pernas. O punhal é considerado ritualístico e deve ser guardado num tecido vermelho. Para fazer uma limpeza astral com o punhal, em si, ou em outras pessoas, basta apontá-lo para os 4 cantos cardeais, norte, sul, leste e oeste, invocar uma divindade de sua afinidade e fazer passá-lo próximo ao corpo, frente e costas. Dança do Punhal - Assim como a dança da espada, a verdadeira origem d da dança com o punhal não tem comprovação histórica e há diversas versões sobre o significado dessa dança. É praticamente impossível uma afirmação precisa sobre sua real origem. Em algumas fontes de pesquisa, há afirmações de que seria uma dança derivada da dança da espada. Porém, a dança do punhal é uma dança muito forte e marcante, diferente da dança com a espada, em minha opinião. Uma das versões conta que é uma homenagem a Deusa Selkis (Rainha dos Escorpiões), simbolizando morte, transformação e sexo. É possível que seja uma incorporação da dança cigana à dança do ventre, retratando amor, mistério, magia, paixão, luta e morte. Alguns estudos realmente nos levam a crer que o povo cigano foi pioneiro na inserção do punhal em danças femininas. As gawazees (tribo cigana) utilizavam o punhal como arma de defesa e na execução da dança, elas o usavam para transmitirem mensagens umas para as outras. Os registros mais antigos nos levam a Istambul e Constantinopla, mais precisamente às mulheres que serviam o sultão. Algumas fontes afirmam que as odaliscas precisavam sobreviver no harém. Dessa forma, disputavam com as outras a atenção do sultão, tomando seu punhal e dançando com ele para impressioná-lo. O sultão escolhia apenas uma odalisca para passar a noite com ele, podendo futuramente tornar-se uma de suas esposas ou concubinas. O posto mais alto dentro de um harém atingido por uma mulher era sultana, ou seja, mãe do sultão. Nos haréns, a comunicação entre homens e mulheres era proibida. As mulheres usavam a dança com o punhal como código de linguagem. Hoje em dia, utilizo esses gestuais (códigos) nas mostras de dança para que o público conheça um pouco mais sobre esse estilo de dança. Seguem os significados dos gestuais: 


Punhal na mão, com a ponta voltada para fora: a bailarina está livre;
Punhal na mão, com a ponta voltada para dentro: a bailarina é comprometida;
Punhal na testa com a ponta para baixo: magia;
Punhal entre os dentes: desafio (a mulher mostra nada temer);
Punhal coma ponta no quadril: força feminina;
Bater o punhal na bainha: chamado para o embate;
Punhal entre os seios: paixão;
Passar o punhal pelo corpo: sedução;
Equilibrar o punhal sobre a testa: domínio;
Desenhar círculos no ar com o punhal: limpeza energética astral;
Passar a lâmina rente ao próprio pescoço: ameaça de morte.
Dicas: Por ser uma dança forte, cuidado com o manuseio do punhal para que você não seja mal interpretada; Decore seu punhal com pedras, fica bem delicado; Estilos musicais idéias para essa dança: músicas turcas ou estilo andaluz; Trajes sugeridos: calças bufantes e boleros. Curiosidade: para a execução dessa dança são confeccionados punhais específicos para tal, sem corte.

Contribuição: Aluna Cecília Balotta

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dança com Xale


O xale no Bailado Cigano é um elemento que traz leveza ou força. Seriedade e sensualidade. É uma peça muito especial.

Entre as espanholas, especialmente as sevilhanas, o xale lá conhecido como “mantón de Manila” passou a ser importado da China no século XVI através das Filipinas, então colônia espanhola. Inicialmente era um adorno do dia a dia, e com o tempo, foi incorporado como parte do vestiário de cantoras e bailaoras.

Dizem que, na época da colonização, grandes cargas de tabaco chegavam em Sevilha, vindas da China através de Manila, capital das Filipinas. O tabaco era empacotado em grandes telas de seda recortados de forma quadrada, ideal para proteger o tabaco, pois absorviam sua umidade. A seda não era comercializada devido à baixa qualidade ou por apresentarem falhas. As mulheres que trabalhavam nas fábricas de tabaco da cidade cortavam estas peças em quatro partes e adicionavam franjas a elas, e depois as utilizavam como xales, que aos poucos também passaram a ser usados pelas bailaoras e cantoras em suas apresentações. A delicadeza e o colorido dos bordados dos mantones cativaram as sevilhanas. Os desenhos de dragões chineses foram substituídos por flores e pássaros, adaptando-se ao gosto local. Posteriormente, os “Mantones de Manila” foram enriquecidos pela alta sociedade com belos bordados de temas variados, e com o tempo, foram criados diferentes estilos de xales.

Os mais caros e vistosos ainda são de seda e, tradicionalmente, as mulheres os usavam apenas em ocasiões muito especiais, tratando-os como verdadeiras joias. Dessa maneira, a mulher que caminhava com seu mantón tinha também uma pose especial. Não era um elemento para garotas, mas para mulheres senhoras de si. É por isso que as bailaoras ciganas caminham com tanto garbo quando usam seus xales. E dizem até que se o xale cair, jamais devemos nos abaixar para pegá-lo. É melhor pedir para alguém nos entregar. Por isso, prefiro ensinar o bailado com xale apenas para alunas mais avançadas – pode até parecer fácil, mas é necessário ter postura e uma certa maturidade do bailado.

E se por um lado o xale é um objeto de senhoridade, no início do século XX, passou a tornar-se também um símbolo de sensualidade, com as ciganas que o usavam em ombros nus. Em todos os casos, recomendo deixar o cabelo preso ao usar um xale. Assim, ele poderá ser melhor apreciado, além de não atrapalhar os movimentos no bailado.

Enquanto que as bailaoras de Flamenco utilizam os verdadeiros Mantones de Manila, que são grandes, de seda e às vezes quadrados, no Bailado Cigano usamos xales triangulares, mais pesados e um pouco menores. No entanto, não podem ser tão pequenos a ponto de encurtar nossos movimentos. Os movimentos devem ser livres para fazer o xale voar. Há movimentos leves e cheios de força. Os que sobem ao ar e os que se enroscam no corpo. O que não recomendo é dançar uma música inteira somente com o xale. O bailado deve ter graça, e não ser apenas a sucessão de movimentos.

Para comprar seu xale: Clique aqui

fonte: https://caravanadovento.wordpress.com/tag/xale/

quinta-feira, 26 de junho de 2014

09 Motivos para você começar a dançar



1. Você mais magra

Dançar é uma forma divertida de acabar com quilinhos extras. "É possível gastar até 500 calorias (o mesmo que uma barra grande de chocolate) em uma aula de dança de salão", diz a fisiologista do exercício Cláudia Zamberlan, de São Paulo.

2. Autoestima nas alturas
Não há nada melhor do que ter prazer em dançar e se sentir capaz de executar passos e coreografias. Quem nunca se sentiu poderosa arrasando na pista? "Com a elevação da autoestima, você também afasta a depressão", diz Cláudia.

3. Novos amigos
Conversar sobre a coreografia pode ser o começo de uma grande amizade. "Os alunos também combinam de sair para dançar, formando um círculo de amizade muito forte", diz o professor de samba-rock Moskito. Arriscar os passos também ajuda os tímidos a se soltar mais e fazer novos amigos!

4. Mais saúde
Com alguns quilos a menos, você também evita muitos problemas relacionados ao sedentarismo, como diabetes e hipertensão. Além disso, os passos e pulinhos da dança fortalecem os ossos, dando um chega para lá na osteoporose.

5. Melhora a memória
Para executar os passos, você precisa decorar a sequência e os giros certos. Um exercício e tanto para o cérebro! "Gravar a dança e a música estimula o sistema neurológico, o que turbina a memória", diz Claúdia. Para nunca mais dar branco!

6. Xô, estresse!
Dançar estimula a liberação de dois neurotransmissores, endorfina e serotonina, ligados à sensação de bem-estar e prazer. Além disso, se mexer diminui a produção de cortisol, o hormônio do estresse. Espante a tensão!

7. Corpo durinho
Não é à toa que as dançarinas têm pernões de causar inveja. "Se deslocar, agachar ou levantar trabalha as panturrilhas, as pernas e os glúteos. Para executar os giros, o abdômen se contrai", afirma a fisiologista. Os braços, em geral, não são tão trabalhados, mas ficam muito melhores se comparados com os de quem não faz nada. Fica a dica.

8. O coração agradece
Os passos e rodopios fortalecem o músculo cardíaco, que precisará trabalhar menos para fazer as mesmas funções. Resultado: você vive mais! "Dependendo da pessoa, da regularidade e da intensidade, dançar reduz os batimentos de 90 para 70 vezes por minuto", completa Cláudia.

9. Mais benefícios. Oba!
Para fazer bonito na pista ou no salão, você precisa ter uma boa postura (adeus, dor nas costas!). Dançar também desenvolve equilíbrio, flexibilidade e coordenação. "Pessoas descoordenadas tendem a sofrer mais lesões e se cansam mais", conclui Cláudia. Você ainda tem dúvidas de que dançar faz muito bem?
Do site: www.mdemulher.com.br

Nossas aulas são sempre as segundas feiras. Das 19h30 às 21h00.
Endereço: R- Dr. José Ferraz de Magalhães Castro, nº 155 Vila Rosa - SBC - SP Fone: 4343-6889
Venha participar!!!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A saia Cigana


Suas roupas representam um dos aspectos mais importantes de sua cultura, pois além do significado próprio das vestes dentro dos costumes ciganos, traduzem também uma obediência às tradições do passado e uma das formas de mantê-las vivas ao longo do tempo. A cultura cigana é uma referência à um clã de pessoas que são nômades em essência, e se espalharam por todo o mundo. São encontradas tribos ciganas em toda a Europa e Ásia, e em algumas partes da América. A vestimenta cigana tradicional foi formada nos séculos 15 e 16, e caracteriza-se por vários aspectos diferenciados.

A vestimenta cigana tradicional feminina caracteriza-se por uma saia longa, frequentemente até os pés. A saia é geralmente feita com um material esvoaçante, e balança quando a mulher caminha ou dança. A parte superior geralmente é uma peça larga de tecido de linho ou algodão. Ou, a roupa pode ser um vestido, com a saia até os calcanhares também. As mulheres usam saias longas, geralmente até os tornozelos, numa demonstração de recato e ao mesmo tempo sedução. Acham desnecessário expor o corpo no pressuposto de que tudo que é muito fácil é desvalorizado. As blusas não possuem decotes ousados, as saias são rodadas e fartas, usando as ciganas mais ricas várias saias sobrepostas. O colorido é o forte atrativo de suas roupas. Muitas gostam de xales, fitas, rendas, possuindo um significado simbólico dentro de cada família cigana. As mulheres ciganas são muito vaidosas e faceiras, usando a discrição das roupas para fascinarem. As mulheres casadas usam o diklo, lenço de seda no cabelo, as solteiras não. O lenço não precisa cobrir todo o cabelo, mas apanhar um tanto do cabelo. Se uma mulher casada retira o lenço em público ou deixa de usá-lo isto é encarado como de mau agouro, desrespeito ao marido ou chamamento de viuvez.

A saia é o traje principal de uma cigana assim como os corpetes ou vestidos, a saia é a essência de uma cigana e as cores revelam sua personalidade.
Para evitar acidentes durante o bailado e coreografias, as ciganas usam sobre-saias até em número de sete. Daí, ciganas estereotipadas como as das novelas e filmes nada têm a ver com a realidade. Na dança, o cigano procura desenvolver uma relação telúrica, conectar-se com a natureza e deixar fluir para a superfície física do ser, todos os sentimentos mais íntimos. Assim, nota-se perfeitamente o sinal de êxtase de uma cigana ao rodopiar e fazer seus movimentos gentis, ao sacudir seu pandeiro ou ao som do atrito das castanholas. Para o cigano, dançar é celebrar a vida, a existência e se ligar a Deus.

Na Rússia, Hungria e Romênia, a dança consiste em movimentos alternados dos ombros, acompanhados ao movimento das saias/ou lenços, ás vezes estalam os dedos e de acordo com o ritmo da música é utilizado o pandeiro (adornado com fitas coloridas), usam botas devido ao clima local.


Quanto a cores, escolha a que lhe chamar a atenção. E não se preocupe em ter que combinar cores. Mas também não ache que é alegoria de escola de samba. No geral, colocamos cores afins. E CAPRICHAMOS nos acessórios. Como flores, pulseiras, colares etc... Os ciganos são alegres por natureza, então coloque em suas roupas e acessórios toda essa alegria!

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Os diferentes bailados

Como sabemos, os ciganos são um povo nômade. Portanto, se adequam a cultura local. Sem deixar de manifestar suas crenças. Dessa forma, encontramos ciganos que usam diversas vestimentas, aplicam diversos costumes, dessa forma. Não podemos dizer que esse ou aquele costume cigano está incorreto. A cultura e os costumes ciganos não devem ser engessados dessa maneira. Ciganos são filhos do vento, e vento não se prende!

Quando falamos da dança cigana, temos portanto diversos elementos culturais dos países pelo quais nossos queridos amigos ciganos passaram que foram acoplados a sua dança. Portanto, a dança cigana na turquia é diferente da dança cigana da Espanha, essa sendo uma nação mais "liberal" a dança cigana espanhola é mais quente, sensual. E a dança turca mais comportada. E a vestimenta da bailarina também difere. Com o homem não é diferente.

O cigano russo caracteriza-se por seus giros e movimentos com as pernas, quando há um bailarino homem, este agachado salta alternando-as; o cigano húngaro tem nos pandeiros e na rapidez dos movimentos seu ponto focal; o cigano grego busca nos pequenos lenços amarrados às mãos o “não movimento” das estátuas e o cigano espanhol que, neste caso é sinônimo de flamenco, busca na cadência dos quadris femininos, a sensualidade latina. Na verdade, apenas alguns passos da chamada rumba flamenca são ensaiados, pois por ser considerado mais técnico e rico, o flamenco merece aulas específicas para os interessados em aprendê-lo.

Em todos estes estilos de bailados o movimento das mãos afigurar-sei-a como muito importante, a rotação suave do punho, num mesmo sentido, com as mãos abertas, o uso de pandeiros, os estalos de dedos e palmas constituem-se como pontos de fuga das coreografias. As saias tem um papel fundamental, na medida em que desvendam cores, pois vários tons sobrepostos dão movimento às coreografias que mostram os pés descalços das mulheres. Os homens usam sempre calças bufantes e calçam botas.

Não foram estabelecidas regras com relação ao figurino de dança cigana, cada qual escolhe suas cores (quanto mais cores, melhor) e modelos, conquanto que estes tenham muito brilho e dêem grande possibilidade de movimentação e movimento, os modelos devem ser confeccionados com tecidos considerados leves e maleáveis (seda, jérsei, cetim). As jóias passam a ser de fundamental importância na elaboração do figurino, da cabeça até os pés - e esta não é uma figura de linguagem - são bem vindas bijuterias que imitem moedas, pedras, ouro. Muitos lenços passam a ser usados, que podem variar desde um de
pequenas dimensões amarrado em uma das mãos, até uma espécie de “lençol” que cobre todo o corpo. Os cabelos femininos e masculinos podem ficar soltos ou presos em forma de rabos de cavalo. Nesta modalidade, o improviso passa a ter um lugar de destaque. O “deixar aflorar a emoção” passa a ser uma regra que apresenta-se como premissa para o bom andamento de qualquer coreografia.

No geral, a dança cigana não é coreografada, por ser livre pela essência. Mas em algumas companhias a coreografia retrata a dança com perfeição.

A dança para os ciganos


Assim como toda a cultura cigana, a dança, é passada agrafamente pelos pais, avós, tias, e familiares mais velhos. não há uma coreografia exata nos movimentos das ciganas e ciganos. mas há, uma forma de comunicação em seus gestos ao dançar que só os ciganos conhecem.

uma das mais importantes atitudes das dançarinas, é proteger as pernas, uma vez que é expressamente proibido uma cigana mostrá-las a estranhos. Se casada, a cigana só as mostrará a seu marido. e se solteira a ninguém mais. Conhecida por ser uma dança extremamente sensual a dança cigana atrai e encanta os gadjês/jurem (não ciganos) e ainda trazem inúmeros benefícios à saúde física, mental e espiritual.

Muito usada em todo o mundo, a dança cigana, sem dúvida é uma “viagem” fascinante, onde os “alunos“ descobrem que a vida não é feita apenas de problemas e sim, de muita festa, alegria e sedução!

A dança é uma homenagem á Duvel (Deus), através do corpo e da alma. Com grande sentimento e força de expressão, traduzimos em ARTE o maravilhoso ritual da dança. Dançamos quando estamos alegres para comemorar uma celebração (casamento, batizado, tudo que traduza a felicidade); dançamos nos raros momentos de tristeza, pois ela nos serve para transmitir sentimentos e emoções.
A dança cigana para os jurem/gadjê é forma de liberação das emoções interiores, de dar vazão aos sentimentos e às íntimas necessidades, através de movimentos corporais. Assim, as danças ciganas podem ser executadas de maneira solitária (um “solo”, por exemplo), em par ou em grupo, de forma profissional ou amadora, festiva, sagrada ou ritualística. Em qualquer forma de procedimento, os dançarinos, reunirão as qualidades técnicas, o preparo físico, a alma e o amor pela dança.
Temos na dança uma de nossas mais vivas e exuberantes formas de expressão. Tiramos dos passos, dos volteios do corpo, do girar, do maneio de cabeças e mãos, do sapatear etc., uma alegria contagiante e uma vivacidade única!

O repicar das castanholas (nas danças flamencas), das palmas (para afugentar a negatividade) e o ritmo dos pandeiros, constituem-se no correto dançar da “alma cigana”. Nossa dança é verdadeiramente a “magia da natureza!”
Nos momentos descontraídos fazemos as “danças livres”; sem regras, onde cada um se diverte como quer, mas nunca se esquecendo do recato e dos limites entre homens e mulheres.
As danças ciganas estão na nossa alma. Expressam luz, amor e alegria. Através delas, vivemos, amamos e crescemos! Experimentamos a cada dia um amor maior pela vida e, na nossa alma, o mais puro desejo de sermos sempre amados por Deus!


Movimentos:

1. O sorriso e o brilho nos olhos têm a intenção de complementar o que está sendo dançado, razão pela qual são tão apreciados nos concursos e festivais. o semblante sério só se aplica às danças sagradas.
2. Os mexer de ombros e a inclinação da cabeça para trás (o que chama a atenção para os cabelos, geralmente longos e soltos);
3. Os braços e as mãos trabalham em vários sentidos: na frente do corpo, levantados em direção ao alto da cabeça, nas laterais do corpo etc.;
4. Os punhos, mãos e dedos têm a característica peculiar de girar (gesto de insinuação e também de captação de energias);
5. Acredita-se que as palmas na dança, afastam a energia negativa para longe.
Fora isso, nos primeiros passos a serem transmitidos aos “alunos” devem atentar para os seguintes detalhes:

Em geral, a postura: deverá ser sempre ereta;
O caminhar: inequívoco, com elegância e a cabeça erguida;
Os ombros: deverão está em conformidade com o tronco;
Os giros: sempre largos e precisos, destacando os movimentos da saia;
Movimentos circulares: devem ser grandes, discretos, porém chamativos. Detalhe importante para as mulheres, se casadas geralmente utilizam um lenço comumente chamado pelos rons de diclô, já os calins uma flor: preferencialmente vermelha presa aos cabelos e do lado esquerdo. Mesmo as jurins/gadjins casadas com ciganos são obrigadas a seguir a tradição, pois na cultura cigana as mulheres seguem seus maridos.

É importante ressaltar que na dança cigana, a dançarina profissional ou não, jamais se apresentará por obrigação. Dançará pelo prazer, pois tem na sua concepção de que a dança deve ser praticada como arte e sedução, aonde lhe é ensinada deste a tenra idade. Aprenderá também que de maneira alguma mostrará as pernas (na dança ou fora dela), já que isto é visto pelo nosso povo “como uma grande falta de respeito”, uma vez que a dança é algo sagrado. Esta é a razão pela qual as roupas são fartas e “protegidas” por baixo, evitando assim qualquer transparência.